Diário do medo 15/09/2016
Tiradentes.
Querido diário, chegou o dia de ir embora e eu ainda estou tentando digerir tudo que aconteceu aqui.
Essa viagem foi mágica mas também foi caótica, tanto que eu nem consegui escrever tanto quanto eu pretendia.
Não vou detalhar muito pois gosto de acreditar que isso tudo foi uma brincadeira coletiva ou parte do estresse de alguns de nós.
A Marina surtou durante uma apresentação. Ela dizia entre lágrimas que sentia alguém tocando em seu pescoço o tempo todo.
Suspeitamos que o Gregory estava fazendo essa brincadeira de mau gosto pois ele estava sentado bem atrás dela e essa é a única explicação plausível para esse evento.
Ele levou um baita sermão do nosso maestro e eu ainda não entendo o que levou ele a fazer essa brincadeira sabendo que teria consequências.
Mas a Marina não foi a única a se comportar de forma estranha.
Victor continuava falando sobre ver coisas estranhas. Ingrid disse ter visto algo na janela durante uma noite mas depois ela mesma disse que deve ter se confundido por estar muito cansada. E eu... eu também vi algo...
Ontem quando eu lavava meu rosto no banheiro pude jurar que ao levantar minha cabeça e olhar para o espelho vi um homem velho, pálido, com roupas de época e um olhar vazio, ele era bem parecido com o senhor que encontramos no caminho para a cachoeira, mas isso só pode ser coisa da minha cabeça, tem que ser.
A casa também começou a ter uma energia estranha, sempre gelada e com luzes piscando sem razão alguma.
Além de tudo isso, em uma manhã nós nos deparamos com o trompete do Richard todo quebrado com suas peças espalhadas pelo casarão. Impossível de consertar. Richard ficou arrasado pois não poderia tocar nos próximos dias.
A essa altura nosso maestro já estava super estressado dizendo que nunca viu a banda tão desorganizada.
Tudo isso culminou para uma atmosfera de desconfiança entre nós já que seja lá quem tenha feito isso com o trompete de Richard ainda estava entre nós.
Isso estragou os últimos dias da nossa viagem. Mas agora que estamos finalmente indo embora ficaremos bem já que essa maré de azar - ou qualquer outra coisa que seja - não pode nos seguir, eu espero.
- Escrito por Gio.
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