Diário da loucura - Fraqueza patente

Na verdade, nunca foi um poder latente, mas sim uma fraqueza patente.

Tão explícita que me deixava anestesiado.

Eu me enganava pensando ter algum tipo de controle.

Algum tipo de poder.

Mas na verdade eu era só uma marionete descartável.

Um mero telespectador das coisas terríveis que aquela coisa queria fazer.

E todas elas me machucavam.

Todas elas iam contra minha vontade.

Eu era só um hospedeiro.

Sem liberdade.

Sem controle sobre mim mesmo.

E quando a noite caía, outro monstro surgia.

O gato dourado com seu sorriso ladino e seu jeito implacável de arrepiar minha espinha.

Eu nunca fui forte.

Nunca fui poderoso.

Eu só ia nas direções enquanto os fios me puxavam.

Sempre vivendo à mercê de monstros terríveis como um inseto preso em uma teia de aranha.

Sem escapatória.

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