Diário da loucura - Poder latente
Eu carrego um poder latente dentro de mim.
Aqueles que veem minha casca frágil e desamparada não imaginam.
Eu poderia reduzir tudo a cinzas.
Jogar tudo pelos ares.
Mas de que adiantaria?
Eu nunca poderia ter uma liberdade legitimada. Sempre haveria olhos ladeando minhas estradas.
E se eu saísse daqui pra onde eu iria?
Para um lugar ainda pior?
Eu poderia mesmo fugir do gato dourado ou encontraria ele em novos corpos?
Sempre vai existir alguém que se sente alto demais.
Prepotente.
Mas esses não imaginam que eu carrego um poder latente dentro de mim.
Um poder capaz de drenar todo o sangue de um corpo.
Capaz de fazer um corpo entrar em combustão espontânea.
Mas de que adianta?
De que adianta ter um poder tão grande se ele não é controlado por mim?
De que adianta ter um poder tão grande se ele só faz coisas horríveis?
De que adianta se eu sempre estou entorpecido pelas pílulas coloridas que adentram meu organismo me transformando em um ser letárgico?
Eu nem consigo fugir disso. Nem consigo impedir esse caos.
Porque eu sou um covarde.
E é isso que covardes fazem.
Ficam estagnados no meio do caminho.
Vagando superficialmente em um limbo.
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