Diário do medo 16/09/2016
São João Del Rei.
Querido diário, ontem quando eu escrevi sobre estarmos indo embora de Tiradentes, eu não imaginei que mais uma coisa estranha iria acontecer.
Foi tudo tão caótico que eu só consegui vir aqui registrar isso hoje.
Bom, todos nós estávamos no ônibus e o nosso maestro começou a fazer a chamada para ver se alguém estava faltando.
E quando ele chegou no nome do Gregory, não obteve resposta.
Gregory não estava lá.
Todos nós ficamos preocupados e começamos uma busca frenética por ele.
No início, o maestro estava bravo com ele, achando que ele tinha sido irresponsável por não ir até o ônibus na hora certa, mas depois a raiva deu lugar à preocupação.
A Marina começou a chorar.
O Caio sugeriu que chamássemos a polícia.
Nós procuramos ele por horas.
E finalmente encontramos...
Mas em um lugar totalmente inesperado e de uma forma estranha.
Gregory estava deitado sobre a grama, na beira do poço daquela cachoeira.
Ele estava imóvel.
Seus olhos fechados em uma expressão serena, como se aquilo fosse algo super normal.
E o mais estranho: ele estava murmurando alguma coisa que nós não conseguíamos entender.
Quando o chamamos, ele abriu os olhos confuso e jurou de pé junto que não se lembrava de absolutamente nada e que não sabia como tinha parado lá.
Nosso maestro respirou fundo, tentando manter a calma e disse que conversaria com ele depois.
Nós voltamos para o ônibus e Gregory passou mal durante todo o caminho de volta.
Ele parecia estar delirando. Sua respiração estava ofegante. Ele transpirava muito e repetia: "Já está feito. Ele nos chamou. Você ouviu também, não ouviu? Precisamos voltar."
Não sei o que deu em Gregory.
- Escrito por Gio.
Comentários
Postar um comentário